Nossas Mulheres

Olá Pessoal,

Aos leitores: vocês ligam para celulite na coxa ou estria na bunda das suas namoradas/noivas/esposas? Aquela barriguinha (atenção ao diminutivo) incomoda? Você pode até adorar louras, mas se ela pintar o cabelo e ficar morena, vai dar menos tesão? Faz diferença se ela gosta de Sartre, Freud ou Nietzsche? Alguma dessas coisas, e outras tantas parecidas, são realmente importantes quando falamos da mulher que amamos, ou pela qual estamos apaixonados? Alguém realmente fica procurando defeitos nos mínimos detalhes do corpo feminino? E o jeito dela? Ser tímida, atirada, “irritadinha” ou tranquila, no fim das contas não são todas faces charmosas?

Eu não ligo para nenhum dos itens acima, e de fato adoro cada uma das faces da mulher. É bem possível que vocês, meus caros leitores, não se importem muito também. Mas o que realmente importa em nossas mulheres? Honestamente? Não é a roupa que ela estiver usando (é claro que isso ajuda muito, em muitas vezes); não são os cabelos lisos ou cacheados (naturais ou não); muito menos a cor do cabelo (tá, não sendo verde, laranja, rosa ou qualquer outra extravagância); o livro que ela estiver lendo ou não também pouco importa (até Paulo Coelho pode ser útil: dá para brincar com ela e deixá-la irritada); a barriguinha lisa e bem definida nunca foi item da máxima importância… A única coisa relevante nesse amontoado de coisas irrelevantes é que se isso as fazem se sentir bem, bonitas e felizes, então tá tudo bem, nós gostamos é do resultado final mesmo…

O que realmente importa nas nossas mulheres é a forma como elas mexem insistentemente nos cabelos, quando estão nervosas. Sabe aquela coisa de inclinar a cabeça para o lado, enfiar os dedos entre os cabelos e percorrer até o fim dos fios, e depois reiniciar o processo? Ou simplesmente usar o dedo indicador para enrolar as pontas dos cabelos. Fala sério! Tem coisa melhor que estar no sofá, olhando para ela distraída brincando com os próprios cabelos? E quando somos flagrados? Segue todo aquele ritual para disfarçar a surpresa e vergonha… Ela dá aquele sorriso amarelo e pergunta o que estamos olhando, continuamos com o olhar fixo e não dizemos uma palavra… ela olha para frente, tentando disfarçar… dez segundos depois ela vira bruscamente e pede, em meio a uma risada nervosa, para pararmos com aquilo (”Ah! Pára!”)… continuamos sem tirar os olhos ou dizer uma palavra… as pernas e os braços começam a balançar rapidamente, ela tenta esboçar um bico de irritação…. continuamos provocando… agora as expressões dela vão variar da raiva diluída no riso às expressões de choro, são todas formas de conseguir nos dobrar e fazer parar… aguentamos firme e continuamos a provocar mais um pouco… depois de tentar nos intimidar com as caras de raiva, ou chantagear com as expressões de choro, ela vai partir para a última tentativa: ameaçará se levantar e ir embora, é a nossa deixa! Nesse momento iremos envolvê-la num abraço forte e firme, beijá-la e trocar algumas carícias… e o resto vocês já sabem…

O que realmente importa nas nossas mulheres é a forma como chegam em casa cansadas, jogam as bolsas e roupas pela sala e caem exaustas no sofá. Somos impelidos, meio que instantaneamente, a sentar ao lado delas e fazer-lhes uma massagem. Adoramos o “charminho” que elas fazem para pedir qualquer coisa… essa incrível capacidade de não dizer nada diretamente… elas nunca vão direto ao ponto, e objetividade é um termo fora dos seus dicionários. O que realmente importa em nossas mulheres são todos esses pequenos detalhes e trejeitos que compõem o nosso dia à dia. Cada uma daquelas pequenas características que se descobrem a cada dia, a cada momento de intimidade, a cada experiência nova do cotidiano. Porque relacionar é desnudar outrem aos poucos, um pedaço de cada vez, dia após dia em busca de novidades e curiosidades. É nunca deixar de se impressionar com o outro. É deliciar-se com cada mínimo detalhe do cotidiano, e extrair prazer das pequenas coisas ao invés de se irritar com rotinas, ou deixar o stress da vida te cegar para a maravilha em forma de mulher que há na sua frente.

Enfim, o que realmente importa em nossas mulheres é que elas sejam apenas elas… com suas qualidades e defeitos, jeitos e trejeitos, olhos e olhares, abraços e beijos, ataques e faniquitos e todo o resto do pacote. Queremos elas do jeito que elas são, e não jeito que gostaríamos que elas fossem. Do jeito que elas são é melhor pois há conflito, e o conflito dá tesão e impulsiona as relações humanas. Não precisam ser feitas sob medida, ou se adaptarem às nossas medidas, queremos assim mesmo… sem uma fôrma, deixa que a melhor forma de nos encaixar a gente descobre juntos…

Abraços,
Diego.

Comentários (3)

Naiara10/09/2009 às 10:20

Nossa fico impressionada, de onde você tira tanta inspiração?!
Morri de rir aqui lendo o texto!!hahahaha
Muito bom muito bom, e bem parecido com algumas coisas que eu vivo!! :D
Te amo muito!
Beijos

Nágela12/09/2009 às 12:37

Cunhado que bom q vc entende os “detalhes”, o que seria da vida se tudo fosse o automatismo e objetivo da maioria dos Homens ..?!? Mulher precisa de detalhes
e é essencial amar todo o “pacote!!!
Q texto show hein cunhado!!!!
Abração!!!

ravick16/09/2009 às 14:09

“Faz diferença se ela gosta de Sartre, Freud ou Nietzsche?”

Preconceito! E aquelas que não fazem idéia de quem são “esses carinhas”? :-P

Faça um comentário

Seu comentário